quinta-feira, 23 de abril de 2015



A caverna  dos sonhos esquecidos (mas que podem ser relembrados)

Ontem a noite entrei no Netflix e vi de cara esse documentário "A caverna dos sonhos esquecidos", começo a assistir e fico encantada com a arte e dedicação que ela representa.
A caverna Chaveut foi descoberta em 1994 por três pessoas (2 homens e uma mulher). Conheci como se descobre uma caverna subterrânea, muito pela intuição, pelo tato e pelo olfato também. Em algum pequeno buraco ou uma fresta você pode encostar as costas das mãos ou o rosto e sentindo uma corrente de ar, ali pode haver uma caverna. Ou pelo olfato, esse tem que ser bem apurado.
Incrível como podemos fazer tantas descobertas de formar simples, mas comprometidas.
O documentário mostra várias pinturas de 40 mil anos atrás, as mais antigas até agora que foram descobertas. E estamos em 2015...vivemos praticamente através de 2000 anos. E o que está há 38 mil anos atrás... Ontem, percebi que esse abismo de tempo simplesmente não existe, as pinturas que estão naquele lugar são tão atuais, elas falam para o artista que pintou naquela época e fala muito para as pessoas que visitam em -38000, 1994 ou 2015. 
Vivemos em 2015, por essa fresta podemos sentir a corrente de ar que nos leva a uma caverna de 38 mil anos... (o buraco é mais embaixo!). 
Fiquei muito encantada e ao mesmo tempo intrigada, como em uma caverna escura pode haver tanta beleza e tanta luz. A arte, a dedicação dos artistas que ali estiveram são de uma luminosidade absurda! 
Isso tem haver tanto com as nossas sombras, o que está de valioso dentro de nós está justamente em nossa sombra. Se conseguimos estar atentos  e tivermos coragem de colocar nossa mão ou rosto em alguma frestinha...podemos descobrir uma caverna de luminosidade!
E recentemente eu que estava ainda no cabeção de ficar entre luz e escuridão... como assim? uma divisão! e que está tudo aqui, podemos circular e caminhar com beleza entre eles. 
Tem uma parte do documentário que um arqueólogo é entrevistado e conta uma história muito bacana. Que os aborígenes da Austrália tem a tradição de manter as artes rupestres e de tempo em tempo eles retocam algumas pinturas; Num dia um etnógrafo ocidental que estava acompanhando um aborígene em uma entrada de uma caverna com pinturas rupestres que estavam se decompondo, vê que o aborígene começa a retocar a pintura, faz uma pergunta totalmente ocidental: "Porque você está pintando?" - o aborígene responde com uma resposta muito incômoda, porque disse: -"Não estou pintando. São apenas mãos, os espíritos é que estão pintando agora.
A mão de um espirito, É porque o homem é uma parte do Espírito. - O arqueólogo complementa.
E antes dele contar essa história, ele diz que para entender uma caverna como a de Chaveut, você na verdade precisa ir para fora, entender outras cavernas, outras culturas. O entrevistador pede um exemplo e ai ele começa a contar a história dos aborígenes.  
Uau, quando vi isso mais fichas foram caindo... em qualquer tempo e situação estamos sendo o tempo todo movimentados pelo espirito. (sei que já ouvi isso várias vezes, mas são aqueles ensinamentos que tem horas para entrar mesmo pelos ouvidos e ficar.) As mãos que pintaram aquelas imagens em -38000, são os mesmos olhos de 2015, pois tudo está sendo movimentado pelo espirito, o tempo é só uma contagem de relógio irreal! (as mãos são a extensão do coração.)
E que não adianta também ficar só na nossa "caverninha"...a troca, as relações tem que existir para que a sua caverna possa fazer sentido!
Ainda intrigada e encantada com tudo isso. E relembrando as minhas cavernas e muitas outras....
#avidaconspirarparaeuviversempre!
Beatriz Mª Ataide



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